Cerca de 8 mil
veículos deixaram de circular nesta manhã afetando 2 milhões de pessoas.
Categoria ameaça parar novamente no próximo dia 6
Motoristas e cobradores de ônibus realizaram uma
paralisação nesta madrugada. Mais de oito mil coletivos, de 32 garagens,
não foram para as ruas durante o período de 3 horas. De acordo com o
Sindicato dos Motoristas de São Paulo, a paralisação durou três horas e
os ônibus voltaram a circular a partir das 6h. Número de passageiros
prejudicados pode ter chegado a 2 milhões.
São 6,1 milhões de pessoas que utilizam os ônibus diariamente em São
Paulo. A categoria ameaça parar novamente no próximo dia 6, quando deve
ocorrer outra assembleia. Segundo a São Paulo Transportes (SPTrans), em
razão do número altíssimo de ônibus parados, não foi possível colocar em
operação o Plano de Apoio entre as Empresas em Situação de Emergência
(Paese).
Foto: Futura Press
Greve teve início na madrugada e durou até 6h. Na foto, ponto do M'Boi Mirim é visto lotado hoje
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo afirma que o
ato "foi um protesto contra as multas aplicadas pela Prefeitura de São
Paulo nas empresas de ônibus por falta de qualidade de serviço e que
depois são descontadas dos salários dos trabalhadores".
Os sindicalistas querem que os motoristas sejam punidos apenas com
multas previstas no Código de Trânsito Brasileiro e não com as sanções
do Regulamento de Sanções e Multas (Resam). Segundo o sindicato, a
prefeitura aplica cerca de 400 multas diárias nas empresas de ônibus.
A SPTrans divulgou uma nota afirmando que repudia qualquer manifestação
que afete os usuários que utilizam o sistema municipal de transporte
público. Em nota, o órgão afirmou que tomaria medidas de emergência para
atender a população. A estimativa é de que o sistema de transporte seja
normalizado em até duas horas. Pontos de ônibus ainda são vistos
lotados na cidade.
Fonte: IG